Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

Mentira



Hoje passaram mil e uma coisas na minha cabeça, centenas de pontos que de desejaria frisar mas nem sei se tenho capacidade neste momento de o fazer, provavelmente alguns ficaram esquecidos e a minha mente traiçoeira amanhã vai me fazer relembrar e vou me odiar profundamente...

Passei o dia a escrever na minha memória, como se tivesse um papel e uma caneta imaginários e a medida que os pensamentos voavam apareciam letras que formavam palavras que por si só formavam frases, puramente como se tivessem vida própria.
Não peço para ser compreendida mas para ser lida, tal como o simples existir, existimos uns para os outros ou apenas para nós próprios e fazemos dos nossos caprichos ordens a ser cumpridas por quem queremos, vivemos de mentiras e as falamos, acreditamos cegamente nelas ou apenas a espera de aprovação de uma terceira pessoa que tem tanto valor ou nenhum como nós, mentes torcidas distorcidas e contorcidas, verdades violentas acerca de quem somos... seres incultos revoltos em verdades horrificantes e horripilantes que tentamos a ferro e fogo esconder passando por cima seja de quem for.

Há tanto a apontar, escusado será dizer que existe alguém que nunca mentiu, todos já o fizemos, a diferença entre um bom mentiroso e um mentiroso reles esta na publicidade, o bom mentiroso não se publicita de verdadeiro e tem consciência da sua caracteristica particular e bastante popular, o mentiroso desprezível não... são seres estranhos que não fazem falta neste mundo de misérias, não fazem falta a ninguém, eu acredito cegamente que... cá se faz... cá se paga como o bom português fala...

Acabamos todos por pagar pelos erros conscientemente cometidos...

By: Katarina Karmo "O renascer das cinzas"

Domingo, 5 de Dezembro de 2010


Quando te amo... de todas as vezes que te odeio... quando me delicio cada vez que vejo o teu sangue escorrer por entre
os meus dedos, quando desejo a tua morte mais que a tua vida, quando sem ti não sei viver... és o ar que respiro,
és todas as lágrimas que rolam vitoriosas pela minha face, és o meu desespero, és todo o oxigénio que enche os meus pulmões,
és a minha morte e a minha sorte... és a faca que penetra o meu peito lentamente ao mesmo tempo que a dor de te perder me
consome, és a minha esperança e a mórbida herança, és o meu vicio... És a dor que mais desejo, és tudo o que vejo...
és tudo e não és nada, o meu mais secreto sentimento... o alimento da minha alma... És tu... O ser mais perfeito de tudo
o que foi feito... És o meu fim... Olhos negros manipuladores de vidas... lábios viciosos, veneno que corre nas minhas
veias, que me destrói por dentro, esta morte lenta... a dor que acarreta este amor louco e desprovido de compaixão por
mim... por ti... esta droga que insanemente rouba a minha alma... pouco a pouco... a cada segundo... como se tivesse
uma corda no meu pescoço e tu lenta e suavemente apertas o laço ao mesmo tempo que dizes que me amas e a tua face fica corada,
como se de um orgasmo se tratasse... a dor e o prazer... a satisfação que sentes ao teres as tuas mãos no meu corpo
fraco... quando me esmagas entre o teu orgulho e a vontade louca de me ter, quando aprecias a última lufada de vida
que solto... és perfeito...

By: Catarina Carmo

Segunda-feira, 7 de Junho de 2010

Sem Nome


Amor… tão procurado, uma das principais causas de morte física ou mental, pessoas matam por ciúme, por medo de perder… enfim, será que vale a pena? Ainda ninguém pensou em arrancar o coração ou algo assim, o amor e cego… cada vez mais acredito nesta frase… será que o amor e real ou algo imaginário que morbidamente procuramos, uns procuram amor em dinheiro, riquezas, carros, roupas da channel… amazing… whatever, alguns procuram em momentos bem passados, aqueles momentos, horas em que passeamos juntos de mãos dadas, e depois… bye bye love… hora do outro encontro, outros em luxúria, não percebo… sexo já é banal… nem vou falar acerca disso… outros procuram por carência… wow vá lá… sabes que preciso de carinho, afinal, quem não precisa? Agora, usar pessoas como quem usa uma casa de banho publica… pois, porque as nossas temos que as limpar, afinal são nossas… trocamos e viramos, despimos e lavamos… divagando… mais vale uma pomba na mão que duas a voar, não sei… trunfos? O amor e um trunfo? Será que conseguimos controlar o amado tal e qual como numa peça de fantoches? Penso que sim… mas de que me vale pensar? O mundo está condenado a mentiras e interesses, falsas palavras ditas mas nunca pensadas, o nosso umbigo e o mais importante e valioso que temos? Será? Será que uma boa conduta não chega? Pois… sempre vemos os maus da fita a terem tudo o que querem, e os bons e oprimidos contemplam uma vida de sofrimento, ai Cristo… sinceramente? Penso que é por falta de escrúpulos e dignidade que os faz ter tudo… ou talvez não, o amor e a felicidade não se compram, os carros, casas, roupas chiques sim… o que realmente importa, não… pessoas más terminam as suas vidas sozinhas, e agora dizem-me Mais vale só que mal acompanhado… pois… mas no desespero é isso que vão receber de presente, porque quem tem tudo materialmente falando, também tem aqueles amigos mesquinhas… falsos como a merda que só se preocupam no que podem ganhar… mais vale não ter quase nada, mas o que tenho e precioso, amigos que são amigos de coração, sempre com os pés no chão… e o amor… Oh o amor… esse sim… puro e sem interesses… poucos mas bons… bem, mas passemos as mortes, crimes de amor, será que o maior crime é amar? Se não amassemos quem não devíamos será que não matávamos? Será que isso e apenas uma desculpa para a frustração que sentimos… E verdade… o Amor mata…o suicídio e algo que mata cada vez mais, será por amor? Até que ponto podemos amar? Ate que ponto aguentamos o sofrimento que há de vir? Até que ponto?

By: Catarina Carmo

Domingo, 6 de Junho de 2010

Abandono Psicologico...


O abandono psicológico é pior que o carnal, quando estamos rodeados de pessoas aparentemente normais que supostamente pensam, comem e dormem… mas que não servem para nada, ironicamente somos afectados por um bom dia dado mas nunca recebido, por atitudes maldosas e cheias de futilidade, quando a guerra se instala dentro das paredes da tua casa, quando a lar deixa de existir e não te sentes seguro, quando não há escapatória possível ao sofrimento causado por quem te deveria proteger, quando quem te protege em mentiras e actos mórbidos e violentos, quando perdes todo o chão que tens debaixo dos teus pés, quando alguém te algema aquela parede e te espanca sem noção de tempo, sem noção do sofrimento que te causa, quando a pessoa que te deu o dom da vida te tira, tira a vida que tinhas, quando o que tinhas, o que eras, morre e nasce alguém, como um novo nascimento num quarto escuro com paredes forradas de vermelho vivo, quando por cima de ti tens uma nuvem escura que te assusta ao mesmo tempo que te conforta, o teu coração enche-se de pensamentos morbidamente vingativos, quando procuras a morte e não a encontras, quando és obrigado a respirar sem sentires o teu coração bater, quando passas os teus dias sentado no chão do teu quarto de frente para aquela janela fechada, lembraste quando acordavas com o cantar dos pássaros que te perseguiam e odiavas, aquele azul to céu que te fascinava, quando o sol espreitava entre os ramos das arvores e invadia subtilmente no teu quarto, aquele cheiro… Acorda…. Lentamente e dolorosamente levantas-te e dirigiste para a mesma janela… Esta irreconhecível, o azul do céu foi trocado pelo preto dos teus pensamentos, o sol foi trocado pelo vazio da tua alma, as arvores e os pássaros trocados pela morte que te assombra, e o seu cantar… pelo silencio do teus labios… lágrimas de desespero percorrem a tua face, olhas a tua imagem no espelho, notas na graciosidade delas a deslizarem, confinaste no teu próprio desespero, pela primeira vez sentes o teu coração… bum bum… os teus olhos perdem a cor… sentes que não o vais sentir mais… bum bum… a tua cabeça cai sobre os teus ombros, e teu corpo.. inerte no chão… agora sim… encontraste liberdade na morte… voa agora… se livre…

Boa Sorte

By: Catarina Carmo

Quarta-feira, 3 de Março de 2010

Vale a pena?


Quando se sofre o tempo parece parar, congelar como se algo fosse colocado no congelador de modo a conservar as suas propriedades naturais, assim como ironicamente congela o sofrimento que me consome, o relógio fica silencioso, quase inexistente, até chego a sentir saudades daquele barulho irritante e sistemático, tic tac tic tac, os meus pés levam-me até a janela, noto que o vento também se foi, também me abandonou, não corre uma brisa…sinto o liquido vermelho que tenho dentro de mim a percorrer as minhas veias lentamente, sinto o meu corpo a gelar cada vez mais, sem qualquer capacidade de o aquecer, tentativas involuntárias e falhadas que mais uma vez me mostram a fragilidade viva que carrega um coração apaixonado. Este monstro que adoptei com todo o carinho devora a minha alma pacificamente, com golpes certeiros esquarteja o meu coração já mutilado pela dor da tua perda, sinto-me paralisada, em cada golpe certeiro sinto os meus lábios soltarem um grito mudo que fica encurralado nas paredes do meu quarto, as janelas aprisionam-nos sem qualquer possibilidade de fuga, vozes que ecoam na minha cabeça sem nunca se cansarem, oferecem-me uma loucura desmedida e incontrolável que me impedem de te esquecer, sinto-me a enlouquecer, esta insanidade morbidamente violenta que consome o que resta de mim, olho me ao espelho, vejo uma face que não reconheço, um estado de espírito vegetativo que me deixa inerte a nova descoberta, este olhar vazio de advinha o meu fim, será que é a isto a que chamam de amor? Não há uma única história de amor contada sem uma lágrima derramada, desastres emocionais e aos olhos de alguém completamente banais gerem as nossas vidas vazias de amor-próprio e cheias de amor por alguém, alguém sem nexo ou qualquer tipo de valor, pesadelos vividos todos os dias, durante anos, de facto… “sonhos foram feitos para serem sonhados, e pesadelos para serem vividos”, não sei quem escreveu esta frase, mas acredito que estivesse num estado de sofrimento profundo, se calhar na mais profunda insanidade, insanidade essa que depois de anos a ser a tua companheira, já não sabes viver sem ela, criamos mundos privados aos quais não permitimos a entrada a estranhos… Divulgada assim a noticia do nosso suicídio mental, afinal… será que vale a pena continuar ou pelo menos a tentar viver desta maneira?

By: Catarina Carmo

Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Desiquilibrio


Algo aperta o meu peito, sinto me ficar sem ar como se uma mão invisível cobrisse a minha face, tenho os lábios secos, tão secos que magoa, a minha pele esta pálida, tenho marcas negras espalhadas pelo corpo, esta melancolia que me persegue, sentimento que domina a minha mente, esta depressão que me consome por não te ter, a minha alma esta seca os meus olhos molhados, molhados com algo salgado… Gotas que ao passarem nos meus lábios causam ainda mais ardor, lábios pálidos e sem cor, a ausência que sinto faz-me desejar ainda mais a morte, morrer para sobreviver, sobreviver a falta que me fazes, sobreviver ao perceber que nunca te vou ter, sobreviver com o meu coração esquartejado em pedaços, sobreviver neste corpo gelado… Vou a janela, esta a chover, até o céu chora a tua ausência, porque é que desapareceste de mim? Esta pergunta ecoa na minha cabeça, como se alguém gritasse ao meu ouvido, a minha cabeça pesa como o mundo inteiro. Sento-me na cama… penso, penso, penso… não há solução… Tenho que aguentar esta situação, mas como? O meu olhar esta vazio, vazio de mim e cheio de ti, como se estivesse ainda a cair, louca por ti… Sempre reparei naquele gancho que tenho preso no tecto, nunca percebi para que serve… tive uma ideia… começo a tirar o lençol da cama, eu sei, eu não consigo viver sem ti… dou um no forte a volta do gancho e prendo ao meu pescoço… agora apenas um objecto fútil me separa da libertação, uma mera cadeira entre os meus pés e o chão… respiro fundo… fecho os olhos…Meu Deus! Ate parece que estou a sonhar, estou a ouvir a música que escolhi especialmente para ti no meu telemóvel, não pode ser, será que cheguei ao cúmulo da insanidade? Abro os olhos… Amor! És tu… estas a ligar para mim! A ansiedade e tanta que me esqueço… desequilíbrio… Ai! Não consigo respirar! Luto contra a morte que tanto desejei, dou conta que não há nada a fazer… deixo cair assim uma última lágrima ao mesmo tempo que a minha alma se separa do meu corpo sem vida…

By: Catarina Carmo

Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Meu amor...



Chego a casa, sinto-me cansada, o primeiro sitio onde vou é ao meu quarto, pouso a mala em cima da secretaria e deixo cair o casaco no chão, sento-me em cima da cama, olho me volta… Ainda sinto o teu cheiro, até parece que nunca partiste… as paredes têm o teu nome gravado, memorias que recordo com uma lágrima nos olhos que escorre pela minha face e termina nos meus jeans deixando uma marca mais escura. Lembraste? Eu lembro-me quando te rias de mim por algum disparate meu, lembro-me de quando me olhavas nos olhos e dizias que me amavas sem sequer moveres os lábios, ainda consigo sentir a tua mão a deslizar pelos meus cabelos longos… Olho para o telemóvel… Ainda tenho o teu número guardado querido, e aquele desenho que fizeste? Não sei se te lembras mas esta onde o deixaste, sim bebe… na minha mesinha de cabeceira… ate parece que foi ontem…
Tiro as minhas roupas suavemente, elas caiem até com uma certa graciosidade no chão, tu gostavas de as espalhar pela casa, depois andavas a correr para apanhares as peças todas… Caminho para a casa de banho… a banheira esta a encher, sabes, vou colocar um pouco do teu gel de banho preferido… Tanta espuma… Salto… esta quente… os meus lábios mostram um sorriso estúpido, naquele dia que tentaste entrar comigo! Eu bem te avisei que a banheira era pequena…Amor? Posso usar o teu shampo? Obrigada… Agora cheiro como tu… Pego na toalha, não reclames mas ao me apetece secar o cabelo…
Caminho para o quarto novamente. Paro. Amor o meu vestido de noiva esta no mesmo sitio, temos a nossa data marcada… 21 Dezembro de 08, sim, foi o ano passado…
O meu corpo cai no chão, meto a minha cabeça entre os meus joelhos. Lamento aquele dia miserável… aquele acidente que te levou de mim!
Amanhã vou te ver amor… Uma lápide escolhida por mim, por ti, pelo nosso amor…
Tudo memorias, que não quero esquecer…

By: Catarina Carmo