Realmente há coisas espectaculares… a hora da vingança chegou… o momento de te arrastar comigo… O momento em que me vou reconstruir, esperei ansiosamente por ti. Pela hora da vingança louca e mórbida, pelo prazer que me vais provocar, pelo sorriso nos meus lábios provocado pelas tuas lágrimas dolorosas, lágrimas de sangue que agora deitas perdido na tua alma, perdido na solidão provocada por ti… Dançamos aquela melodia mórbida ao mesmo tempo que cortei os teus pulsos sem piedade… tal e qual com o cortaste os meus… como me arrancaste os olhos da alma, como levaste contigo todo o meu ser. Agora vamos fazer uma troca… quero a tua alma para mim, só para mim, sem teres nenhum pedaço dela, quero que te sintas como eu me senti, vazia, sem capacidade de chorar, sem conseguir sorrir, roubaste o brilho no meu olhar, a minha pureza, a minha capacidade de amar, a capacidade de perdoar… Agora é a tua vez… Liberta o que e mais precioso para ti… oferece-me… És uma merda sabias? Uma merda que um dia amei demais, que um dia desejei mais que a minha própria vida, tu tens o meu sangue nas tuas mãos, ficaste com todo o amor que sentia e deixaste-me com este ódio mórbido cheio de violência, aquelas lembranças sádicas que nunca me deixas esquecer, não me deixas seguir em frente, eu avisei-te que iria tornar a tua vida num inferno, eu avisei-te… Avisei-te que te iria fazer pagar por o que fizeste, por todas as vezes que me trais-te, por todas as vezes que me trocaste por outras, todas as vezes que invadiste o meu pensamento com as tuas futilidades, todas as vezes que possuíste o meu corpo com a tua sede de luxúria, todas as vezes que fizeste sentir na pele a tua inveja, todas as vezes que me fizeste desaparecer da tua vida, por todas as vezes que me obrigaste a ter-te na minha vida, todas as vezes que me obrigaste a pertencer na tua vida partilhada com alguém que não eu, por todas as vezes que me mentiste, por todas as vezes que me apertaste, por todas as meninas que magoaste, por todas as vezes que esperei ansiosamente por ti, por todas as vezes que me fizeste acreditar, por todas as vezes que me fizeste pedir desculpa quando tu é que deverias pedir… A tua alma… oh a tua alma, ela anseia por se libertar, o teu corpo esta podre, esta degradado, estas a cair ao bocados, pois é… Não sabias que estavas a manchar a tua própria alma, tu não consegues parar… Eu acredito que tudo o que fazemos nesta vil terra, nesta sociedade cheia de vícios e buracos escuros, cheia de encantos e desencantos, cheia de lobos em pele de cordeiro, cheia de mal… vai te fazer pagar por tudo… Entraste no clã errado… Fizeste a tua escolha… Acredita que estou em primeira fila para assistir a tua derrota louca! Já cavaste a tua própria cova… Escolhi o teu caixão… Espero que gostes… Entra, vá, não chores mais… eu dou te a mão… para te ajudar a entrar… respira a tua última lufada de vida… Agora deixa-te levar…
By: Catarina Carmo
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