
A tua memoria insiste e te fazer recordar aqueles sonhos destruídos, aqueles momentos passados, voltas a reviver tudo outra vez, que te torturam violentamente, puxam te ao limite, historias das quais já conheces o final… estas inerte, sentada num banco de jardim, e quando das conta já anoiteceu, estas sozinha minha menina, então? Gostas do que te aconteceu? És uma miserável, uma fraca… Nunca vais conseguir… Invadem-te pensamentos sádicos, estas sem reacção, completamente paralisada, não te consegues mexer, não consegues lutar contra o que te atormenta dia e noite, mostras sem vergonha as marcas nos teus pulsos, cicatrizes que nunca mais vão desaparecer… ninguém conhece a historia mórbida que tu contas, nem ninguém quer saber, ninguém se importa contigo, se morreres ninguém vai saber, nem ninguém quer saber, estas completamente sozinha… Atiraste para o chão, enrolaste em ti mesma, choras agoniada com tanta dor, arrancas o teu próprio cabelo, sentes mais dor que alguma vez alguém ira sentir, não há cura para ti… levantaste devagar, e caminhas, olhas a tua volta e não há ninguém, aquela musica mórbida que insiste em te rebentar por dentro, a tua pulsação aumenta drasticamente, a tua vida é um jogo que entraste para perder, já perdeste tudo, agora falta a tua vida, fizeste coisas das quais não te orgulhas, coisas essas que te perseguem até ao fim da tua vida miserável, já não há volta a dar, por mais que te contorças, por mais que esperneies, esquece… o que esta feito esta feito, pensas que podes passar por cima de pessoas que nada fizeram para te provocar, andavas irada com tudo… agora esta na hora de pagar, pagar por tudo o que disseste, por tudo o que pensaste, agora tens medo não tens? Até tens medo de ti mesma, corres para o teu quarto e trancas a porta… voltaste ao mesmo lugar que começou por te destruir, fechas as janelas, as cortinas, escondeste daquele monstro que criaste com tanto amor, com tanto ódio… ele agora veio para acabar o que começaste… acabar com a tua vida, não vale a pena te esconderes, ele sabe sempre onde estas…
By: Catarina Carmo
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